A primeira: é bem difícil ser "padrasto" [pausa rápida: nunca gostei dessa palavra]. Somados os dias realmente juntos passados por eu e a Isabela, filha da Paloma, tudo isso totaliza ínfimas semanas de convivência. Mesmo assim, ressalve-se que tem sido muito boa a aceitação dela com relação a esse novo ser que habita seu mundo. Mas em momentos de crise, como o do início da tarde de hoje, quando ela levou uma merecida bronca por uma dessas artes típicas de uma criança e logo começou a chorar e a fazer birra, fica evidente que eu ainda não me sinto à vontade com a situação. Não sei em que lugar fico entre a vontade de fazer a criança se acalmar e parar de chorar (sim, eu sou tolerante, mas até o Dalai Lama se irritaria) e, ao mesmo tempo, reforçar a posição de autoridade da mãe, que tem o papel de educar.
Outro ponto particularmente complicado, especialmente para mim, que nunca tive a experiência da paternidade, é aceitar que, em momentos como esse, eu não sou referência - a irritação da criança tende a se voltar contra mim, que, por mais que já tenha um certo apreço da pequenininha, ainda é um elemento até certo ponto estranho na vida dela - o famoso "sai daqui que você não é meu pai e não manda em mim".
Por fim, como encontrar o tom correto para agir e educar, especialmente em situações críticas? Como não ser um banana, desses que nada apitam, nem tampouco um "tirano", daqueles que ultrapassam o limite do desejável e acabam por melindrar a mãe?
É um desafio. A ser encarado com carinho e, sobretudo, minha conhecida paciência de Jó.
É, não é fácil mesmo. Mas desde o começo eu sempre tive muita clareza de algumas coisas: 1) cabe a mim educar a Isa; 2) eu não deixaria de dar uma bronca nela com você presente; 3) esse meio termo, lindo, você e ela vão encontrar, mas leva tempo. E, quando ela pedir por limites, acredito que você ou qualquer outra pessoa que não ache o que ela faz certo, pode, e deve, dar. Eu, da minha parte, sei que às vezes eu exagero na bronca. Mas ser mãe é errar um montão também. Tanto que pedi desculpas aos dois...É uma situação nova pra todos nós. Mas com amor, paciência, e perseverança, a gente chega lá. bjos
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